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Luteína nas Desordens Oculares

30 de julho de 2026

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Hi-Nutrition

Auxilia no Gerenciamento da Alta Miopia

Saúde Ocular

Luteína nas Desordens Oculares

Auxilia no gerenciamento da alta miopia, aumentando a densidade óptica do pigmento macular em pacientes com essa condição.

26 mm

Comprimento axial que define alta miopia

6 meses

De acompanhamento no estudo

20 mg

Dose associada a maior DOPM

Contexto Clínico

Alta Miopia e Complicações Oculares

A alta miopia (AM), caracterizada pelo alongamento progressivo do globo ocular (comprimento axial [CA] > 26,0 mm), está associada a complicações oculares graves, como descolamento de retina, esquise, buracos maculares, atrofia coriorretiniana e neovascularização coroide. O alongamento excessivo do globo ocular resulta em afinamento da retina, incluindo a mácula, para o qual não há opções de tratamento eficazes. Em olhos com CA > 26 mm, foi relatada correlação inversa significativa entre a densidade óptica do pigmento macular (DOPM) e o CA.

A mácula é uma área de pigmentação amarela no polo posterior do olho que permite a visão central, fornecendo acuidade visual mais aguda e melhor identificação de cores. A maioria das complicações oculares da alta miopia é irreversível, sendo difícil recuperar a acuidade visual e o campo visual — por isso, opções terapêuticas preventivas são necessárias.

O Ativo

Luteína e Saúde Ocular

Os pigmentos maculares (PM) estão concentrados nos axônios dos fotorreceptores da camada de fibras nervosas de Henle e nos segmentos externos dos bastonetes, onde facilmente sofrem oxidação. Dentre eles, destacam-se a luteína e seu isômero estrutural, a zeaxantina — carotenoides xantofila potentes antioxidantes encontrados em altas concentrações na mácula. Como o corpo humano não sintetiza esse carotenoide, sua obtenção se dá exclusivamente pela dieta.

Estudos básicos e clínicos relatam propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da luteína no olho, sugerindo papel importante na proteção da retina e do epitélio pigmentar frente ao dano oxidativo induzido pela luz, eliminando espécies reativas de oxigênio e filtrando a luz azul. Assim, a luteína está envolvida na patogênese de doenças oculares relacionadas à idade, como degeneração macular relacionada à idade (DMRI), retinite pigmentosa e retinopatia diabética, além de contribuir para a manutenção da morfologia e função macular.

A suplementação com 20 mg de luteína já demonstrou aumentar a DOPM, e a associação de luteína e zeaxantina pode melhorar a sensibilidade ao contraste. Baixos níveis de pigmento macular estão associados à função visual ruim em olhos saudáveis e em olhos com DMRI precoce, o que torna a luteína um ingrediente-chave em suplementos oculares.

O Estudo

Luteína Aumenta a Densidade do Pigmento Macular na Alta Miopia

Este estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e unicêntrico teve como objetivo avaliar a eficácia e a segurança da administração de luteína em pacientes com alta miopia. A DOPM, a taxa de alteração no DOPM, a acuidade visual, a sensibilidade ao contraste e o eletrorretinograma foram examinados no início do estudo e após 3 e 6 meses de suplementação.

DOPM Geral Sem Diferença Significativa

Comparação Entre os Grupos

A DOPM basal nos grupos controle e luteína foi de 0,71 ± 0,21 e 0,70 ± 0,22, respectivamente. Após 3 meses, os valores foram de 0,70 ± 0,21 e 0,70 ± 0,25, e aos 6 meses, de 0,66 ± 0,20 e 0,72 ± 0,27 — sem diferença significativa em relação ao início ou entre os grupos.

Aumento Significativo em Olhos Menos Alongados

Comprimento Axial < 28,25 mm

A DOPM aumentou significativamente desde o início no grupo luteína, em olhos com menos de 28,25 mm de comprimento axial, em 6 meses (de 0,71 ± 0,20 para 0,78 ± 0,22 — P = 0,02, teste t).

Segurança e Demais Parâmetros

Acuidade Visual, Contraste e Eletrorretinograma

A acuidade visual, a sensibilidade ao contraste e os valores de eletrorretinograma foram semelhantes entre os grupos, reforçando o perfil de segurança da suplementação de luteína.

Conclusão: a suplementação de luteína mostrou benefícios significativos no aumento da DOPM em pacientes com alta miopia.

Outras Abordagens

Suplementações para a Saúde Ocular

Luteína e zeaxantina no tratamento da DMRI

Neste estudo randomizado, duplo-cego e placebo-controlado, 112 indivíduos com DMRI precoce foram divididos em 4 grupos: luteína 10 mg/dia, luteína 20 mg/dia, luteína + zeaxantina (10 mg/dia cada) e placebo. Os níveis séricos e maculares de luteína/zeaxantina nos três grupos ativos aumentaram progressivamente, com maior aumento de luteína sérica no grupo de 20 mg/dia; as concentrações séricas de zeaxantina aumentaram significativamente apenas no grupo combinado. A suplementação a longo prazo de luteína pode aumentar a concentração sérica dessa substância, a DOPM e a sensibilidade visual em indivíduos com DMRI precoce.

Zeaxantina, luteína, curcumina e vitamina D no olho seco

Um estudo clínico randomizado e controlado por placebo avaliou os efeitos da suplementação de zeaxantina, luteína, curcumina e vitamina D3 em 60 pacientes com síndrome do olho seco, por oito semanas. O grupo suplementado mostrou melhora significativa no teste de Schirmer (P < 0,0001), no OSDI, no TBUT, no SPEED, na osmolaridade lacrimal (P = 0,0005) e na MMP-9 (P = 0,0017), além de redução no uso e na frequência de lágrimas artificiais (P < 0,0001), quando comparado ao placebo. Os pacientes mostraram melhora expressiva na produção, estabilidade e qualidade da lágrima, com redução do dano à superfície ocular e da inflamação lacrimal — podendo ser usado como adjuvante às lágrimas artificiais.

Na prática, como o corpo não sintetiza a luteína, sua obtenção pela dieta ou suplementação é o único caminho para manter os níveis adequados desse carotenoide na mácula. Isso reforça o papel de estratégias nutricionais como suporte complementar à saúde ocular ao longo da vida, sempre com acompanhamento oftalmológico.

Luteína Alta Miopia Zeaxantina DMRI Olho Seco Pigmento Macular

Referências Bibliográficas

Yoshida T, Takagi Y, Igarashi-Yokoi T, Ohno-Matsui K. Efficacy of lutein supplements on macular pigment optical density in highly myopic individuals: A randomized controlled trial. Medicine (Baltimore). 2023 Mar 24;102(12):e33280.

Huang YM, et al. Effect of supplemental lutein and zeaxanthin on serum, macular pigmentation, and visual performance in patients with early age-related macular degeneration. Biomed Res Int. 2015;2015:564738.

Radkar P, et al. A Novel Multi-Ingredient Supplement Reduces Inflammation of the Eye and Improves Production and Quality of Tears in Humans. Ophthalmol Ther. 2021 Sep;10(3):581-599.

Matsuura T, Takayama K, Kaneko H, Ye F, et al. Nutritional Supplementation Inhibits the Increase in Serum Malondialdehyde in Patients with Wet Age-Related Macular Degeneration. Oxid Med Cell Longev. 2017;2017:9548767.

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