Câncer colorretal será um dos mais prevalentes do ano

por Nutrição em Pauta / 8 Março 2019 / Notícias do Mercado
Um relatório, produzido e divulgado pela Associação Americana de câncer indicou estimativa da incidência e mortalidade dos principais tipos de câncer para 2019. O Câncer colorretal por exemplo, é apontado pela pesquisa como o quarto tipo mais prevalente em homens e o terceiro mais prevalente em mulheres. Esse tipo de neoplasia perde apenas para os cânceres de mama e próstata, pulmão, e pele do tipo não melanoma.

A pesquisa indica ainda que a probabilidade de um diagnóstico invasivo é maior (cerca de 40%) para homens. Esse excesso de risco pode ocorrer por diversos fatores. As razões não são totalmente compreendidas, mas pesquisas indicam que há diferenças entre os sexos na função imunológica que podem compreender para esse aumento. Além dele a nutrição está diretamente ligada a disparidade sexual na incidência de certos tipos de câncer entre homens e mulheres.

A questão alimentar tem sido, cada vez mais, um fator importante para o aumento dos casos do câncer colorretal, principalmente em pessoas mais jovens. Se antes, a faixa de risco era durante a terceira idade, hoje temos casos de pessoas diagnosticadas com a doença muito mais cedo.

Já se sabe que o consumo de alimentos considerados inflamatórios podem contribuir para os novos casos. Uma das hipóteses é que o potencial inflamatório de alguns grupos alimentares favoreça danos no DNA, causando o crescimento desordenado de células cancerígenas. Outra possibilidade é que esse tipo de dieta, por oferecer altas propriedades antioxidantes, também influencie na reprodução celular.

Por ser um tipo de câncer com incidência alta, o tumor colorretal exige algumas medidas de prevenção importante.  O rastreamento de lesão suspeita ou pólipos (tumor benigno que pode se transformar em câncer em 5 a 7 anos) é fundamental. A colonoscopia é um dos exames que detecta precocemente os tumores que agridem o cólon e o reto. A conscientização é um fator importante para a redução das mortes provocadas pelo câncer de intestino.

Fonte
Dr. Marcos Belotto -  gastrocirurgião do hospital Sírio Libanês
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