Luteína e Zeaxantina na DMRI Precoce

por HI-NUTRITON / 30 Outrubro 2018 / Estudo Científico
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda de visão irreversível em pessoas com mais de 50 anos, especialmente em países desenvolvidos. Com o aumento da idade média da população, estima-se que o número de pacientes com DMRI triplicará para 60 a 75 milhões em todo o mundo nos próximos 30 a 40 anos. 

Evidências substanciais sugerem que a luteína e seu isômero zeaxantina, também conhecido como pigmento macular (MP), podem prevenir a progressão da DMRI resultante de dano foto-oxidativo. Uma meta-análise mostrou que a ingestão dietética de luteína e zeaxantina poderia levar a uma redução de 4% no risco de desenvolver DMRI precoce, ao contrário de uma redução de 26% para DMRI tardia, indicando que a luteína e a zeaxantina pode ser mais eficaz na redução o risco de progressão da DMRI precoce para DMRI tardia.

Portanto, realizamos este estudo randomizado de dois anos, controlado por placebo, duplo-cego, para determinar os efeitos da luteína e zeaxantina na concentração sérica, MPOD e desempenho visual em pacientes com DMRI inicial e usar os resultados para discutir a dose diária atualmente usada para tratamento de longo prazo.

Objetivo do estudo 

Nesse estudo randomizado, duplo-cego e placebo-controlado, os pesquisadores avaliaram múltiplas doses de luteína/zeaxantina no soro, pigmentação macular e performance visual em pacientes com DMRI precoce. Para isso, 112 indivíduos com DMRI precoce foram randomizados para receberem durante 2 anos, grupo 1 luteína 10 mg dose diária, grupo 2 luteína 20 mg dose diária, grupo 3 luteína 10 mg e zeaxantina 10 mg dose diária ou grupo 4 placebo.

As concentrações séricas de luteína e zeaxantina, a Densidade Óptica do Pigmento Macular (DOPM), as funções visuais, incluindo Melhor Acuidade Visual Corrigida (MAVC), Sensibilidade ao Contraste (SC) avaliada em 4 frequências especiais (3, 6, 12 e 18 ciclos/grau), Tempo de Recuperação ao Flash (TRF), Qualidade de Vida Relacionada à Visão (QVRV25) foram avaliados.

Resultados

Os níveis séricos e maculares de luteína/zeaxantina nos grupos 1, 2 e 3 aumentaram progressivamente, sendo que o grupo 2 mostrou maior aumento de luteína sérica, comparado com o grupo 1 e 3, e as concentrações séricas de zeaxantina aumentaram significativamente apenas no grupo luteína + zeaxantina. O efeito da luteína 20 mg no aumento de DOPM foi mais efetivo nas primeiras 24 semanas (aumento de 25,4%) e 48 semanas (aumento de 34,6%). No ano 2, o incremento de SC em 3 e 6 ciclos/grau em comparação ao início do estudo nos grupos 1, 2 e 3, enquanto que um aumento significativo em 18 ciclos/grau foi observado apenas no grupo luteína + zeaxantina. Nas primeiras 48 semanas, o aumento de SC em 3 e 6 ciclos/grau foi maior e mais significativo após 20 mg de luteína, e no segundo ano a SC em 3 ciclos/grau no grupo 10 mg de luteína aumentou significativamente (16,1%) para um valor de pico semelhante ao grupo 2.

Conclusão

A suplementação a longo prazo com luteína pode aumentar a concentração sérica de luteína, DOPM e sensibilidade visual em indivíduos com degeneração macular precoce relacionada à idade. A dose de 10 mg de luteína ao dia pode ser aconselhável.

Referências Bibliográficas 

SC em 3 e 6 ciclos/grau em comparação ao início do estudo nos grupos 1, 2 e 3, enquanto que um aumento significativo em 18 ciclos/grau foi observado apenas no grupo luteína + zeaxantina. Nas primeiras 48 semanas, o aumento de SC em 3 e 6 ciclos/grau foi maior e mais significativo após 20 mg de luteína, e no segundo ano a SC em 3 ciclos/grau no grupo 10 mg de luteína aumentou significativamente (16,1%) para um valor de pico semelhante ao grupo 2.

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