Micronutrientes para a Saúde Óssea.

por INSTITUTO HI-NUTRITION / 16 Fevereiro 2018 / Estudo Científico

Introdução

A perda óssea afeta muitos indivíduos adultos e idosos, levando a predisposição de fraturas que resultam em perda dolorosa da mobilidade e também trazem riscos ao indivíduo. Em pacientes idosos acamados com fraturas de quadril, o risco de pneumonia e formação de coágulos aumenta significativamente. Além disso, a osteoporose é associada com um aumento no risco de outras condições associadas a idade, como aterosclerose, câncer, demência e depressão.

Os fatores nutricionais desempenham um papel importante na saúde esquelética e, dessa forma, a importância do uso de vitamina D, cálcio ou proteínas é clara, uma vez, que eles suportam a produção da matriz óssea e a mineralização. Evidências recentes também sugerem que outros suplementos influenciam na homeostase óssea e podem ser importantes para sua saúde à longo prazo. Além disso, devido suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, esses componentes dietéticos podem ser considerados na osteoporose.

Cálcio

A ingestão adequada de cálcio é necessária para adequada mineralização, força e estrutura óssea.

Estudos demonstraram que a suplementação com cálcio (na forma de citrato ou carbonato) promove uma diferença substancial na taxa de fraturas ósseas e ocorrência de perda de minerais. Em mulheres pós-menopausadas, a suplementação com 800 mg a 1000 mg de cálcio citrato diariamente demonstrou efetivamente parar a perda óssea nas vértebras inferiores e no antebraço, dois locais comuns de fraturas em idosos. Além disso, também houve melhora da densidade óssea em outros pontos como quadril e corpo no geral em comparação com o placebo. Outras pesquisas mostraram que diversos marcadores de reabsorção óssea, ou de fratura, diminuíram em pacientes suplementados com citrato de cálcio. Além disso, um estudo comparativo observou que citrato e carbonato de cálcio são efetivos em aumentar as concentrações séricas de cálcio e reduzir marcadores de perda óssea.

Vitamina D

A vitamina D atua junto com o cálcio na redução do risco de osteoporose e sua deficiência pode levar a osteomalacia, que é caracterizada por fraqueza muscular, dor óssea persistente, envolvendo costas, quadril e membros inferiores.

Na deficiência de vitamina D, o osteóide mineralizado torna-se hidratado e, portanto, as fibras nervosas sensoriais não são adequadamente apoiadas nas áreas de cobertura periosteal, o que resulta em dor óssea.

De acordo com Paschalis et al. (2017), a suplementação com vitamina D (400 a 1200 UI) e cálcio (1 a 1,5 g) foi associada com alterações minerais e proteína de matriz óssea orgânica. O estudo de Weaver et al. (2016) demonstrou que a suplementação de cálcio e vitamina D reduziu em 15% o risco de qualquer fratura e em 30% das fraturas de quadril. Além disso, outro estudo demonstrou que 30% dos indivíduos que utilizam medicamentos bifosfonatos não respondem bem ao tratamento, o que poderia ser resultado de baixos níveis de vitamina D.

Vitamina K

A vitamina K é conhecida, principalmente, como um agente envolvido na coagulação sanguínea, porém estudos epidemiológicos sugeriram que a deficiência de vitamina K está associada com diversas doenças, como osteoporose.

Ambas as formas de vitamina K (filoquinona, ou PK, e menaquinona, ou MK) atuam como coenzimas de y-glutamil carboxilase (GGCX), transformando sub-carboxilados em proteínas dependentes de vitamina K, como Osteocalcina e Proteína Gla de Matriz.

Ronn et al. (2016) investigou os efeitos de 375 mcg/dia de vitamina K2 (MK-7) nos níveis de osteocalcina não-carboxilada (ucOC) e na massa óssea em 142 mulheres pós-menopausadas. De acordo com os resultados, a vitamina K2 promoveu redução de ucOC em 65,5% e preservou a estrutura trabecular óssea da tíbia.

Magnésio

O magnésio é um componente essencial da matriz mineral óssea, no qual metade de todo o magnésio do corpo é armazenado nos ossos.

Estudos em animais demonstraram uma correlação positiva entre a ingestão de magnésio e a densidade mineral óssea. Além disso, sua deficiência mostrou reduzir o número de osteoblastos e aumentar o de osteoclastos.

Estudos em humanos demonstraram redução significativa das taxas de remodelação óssea, particularmente em marcadores de reabsorção óssea, em homens e mulheres que receberam a suplementação diária de magnésio.

Zinco

O zinco é outro nutriente-chave na saúde óssea, no qual pesquisas demonstraram que seus altos níveis estão correlacionados com melhor densidade mineral óssea, enquanto baixos níveis sanguíneos estão associados com osteoporose.

O zinco estimula a atividade dos osteoblastos na formação óssea, enquanto suprime a reabsorção óssea por osteoclastos. Além disso, ele também inibe os efeitos de destruição óssea de componentes inflamatórios pela modulação da atividade do fator nuclear kappa B (NF-kB).

Em humanos, a suplementação oral de zinco (12 mg) impediu reduções significativas da densidade óssea no corpo inteiro e na mineralização óssea em mulheres (Willingtion, 2017).

Manganês

O manganês é um elemento traço com numerosas propriedades que promovem saúde óssea. De acordo com os resultados de um estudo, a suplementação com cálcio, zinco, manganês e cobre em mulheres pós-menopausadas interrompeu a perda óssea.

Referências:

Willingtion, R. The Overlooked Importance of Bone Health. LifeExtension. December 2017.


Varela-López A1,2, Ochoa JJ3,4, Llamas-Elvira JM5, López-Frías M6,7, Planells E8,9, Speranza L10, Battino M11, Quiles JL12,13. Loss of Bone Mineral Density Associated with Age in Male Rats Fed on Sunflower Oil Is Avoided by Virgin Olive Oil Intake or Coenzyme Q Supplementation. Int J Mol Sci. 2017 Jun 29;18(7). pii: E1397. doi: 10.3390/ijms18071397.

Babaei M1,2,3, Esmaeili Jadidi M3, Heidari B1,2, Gholinia H2,4,5. Vitamin D deficiency is associated with tibial bone pain and tenderness. A possible contributive role. Int J Rheum Dis. 2018 Jan 5. doi: 10.1111/1756-185X.13253. [Epub ahead of print].

Paschalis EP1, Gamsjaeger S2, Hassler N2, Fahrleitner-Pammer A3, Dobnig H4, Stepan JJ5, Pavo I6, Eriksen EF6, Klaushofer K2. Vitamin D and calcium supplementation for three years in postmenopausal osteoporosis significantly alters bone mineral and organic matrix quality. Bone. 2017 Feb;95:41-46. doi: 10.1016/j.bone.2016.11.002. Epub 2016 Nov 5.

Weaver CM1, Alexander DD2, Boushey CJ3, Dawson-Hughes B4, Lappe JM5,6, LeBoff MS7, Liu S8, Looker AC9, Wallace TC10,11, Wang DD12. Calcium plus vitamin D supplementation and risk of fractures: an updated meta-analysis from the National Osteoporosis Foundation. Osteoporos Int. 2016 Jan;27(1):367-76. doi: 10.1007/s00198-015-3386-5. Epub 2015 Oct 28.

Fusaro M1,2, Mereu MC3, Aghi A4, Iervasi G1, Gallieni M5. Vitamin K and bone. Clin Cases Miner Bone Metab. 2017 May-Aug;14(2):200-206. doi: 10.11138/ccmbm/2017.14.1.200. Epub 2017 Oct 25.

Rønn SH1, Harsløf T2, Pedersen SB2, Langdahl BL2. Vitamin K2 (menaquinone-7) prevents age-related deterioration of trabecular bone microarchitecture at the tibia in postmenopausal women. Eur J Endocrinol. 2016 Dec;175(6):541-549. Epub 2016 Sep 13.

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